quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dia de festa.






21 de abril de 2010 fica gravado na memória dos jovens novos soldados da Brigada Militar de todo Rio Grande do Sul como um dia de festa, pois, concluíram uma etapa de sua formação, em apenas seis meses. Merecem nosso reconhecimento e cumprimentos mais sinceros pela conclusão do curso que lhes confiou o título de soldados.

Todos nós que tivemos o privilégio de atuar na formação desses soldados, oficiais e praças, temos o dever de continuar zelando por eles. Além de cumprimentá-los pela etapa vencida, precisamos agora acompanhá-los no dia a dia, orientando-os, compartilhando experiências, zelando pela sua segurança, pois, em sua expressiva maioria, são jovens do interior do RS, com educação peculiar de famílias do interior.

Rogo a Deus pela sua proteção permanente. Concito meus alunos a terem fé e não há perderem sob hipótese nenhuma. Nos momentos mais difíceis de minha carreira, nas situações mais perigosas, sempre tive Deus presente comigo e Jesus em meu coração. Nestas ocasiões esta fé, sempre apascentou as ferás que incursionaram sobre mim.

Major Medina.

Missão cumprida!

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A Academia de Polícia Militar, célula máter da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, inscreveu em sua história, neste 21 de abril, mais uma página honrosa, ao formar um grande contingente de novos soldados.

Os familiares que se fizeram presentes no ato, deram um brilho especial a festa dos formandos. Pais, mães, namoradas, esposas, filhos, amigos e colegas de farda vibraram com a felicidade dos jovens que eram as estrelas da grande cerimônia cívico militar, agigantada pela presença de tantas pessoas, animadas pela querida banda de música da BM.

Formandos do 9º Batalhão de Polícia Militar




O feriado chuvoso em Porto Alegre, de 21 de abril, data nacional das Polícias Militares do Brasil, não tirou o ânimo e muito menos a empolgação e a satisfação estampada no rosto dos formandos da Brigada Militar.

Quase mil alunos se formaram em Porto Alegre, soldados da BM, em formatura especial na Academia de Polícia Militar. Todos transpiravam felicidade, pois, depois de passar por muitas privações e sacrifícios pessoais, venceram a corrida de longo percurso do Curso Básico de Formação Policial Militar.

Milhares de familiares, vindos de todos os rincões do Estado, ocuparam as alamedas da quase centenária APM-RS. Não escondiam os pais, o contentamento de verem os filhos formados. Os sorrisos e as câmeras fotográficas não descansavam um só instante. O pipocar de flasches irrompia a todo momento. Os alunos, agora soldados eram os artistas principais, com todo merecimento.

Merecem os pais, familiares e formandos, os mais sinceros parabéns pela conclusão da primeira etapa de uma carreira cheia de renúncias e sacrifícios. Oxalá! Os novos PMs permanecam firmes em seus propósitos e ideais, sendo cada vez mais valorizados pelos governos constituídos e reconhecidos pela Sociedade Gaúcha, por quem estes jovens formandos juramentam oferecer a vida em defesa.

Parabéns! Meu queridos alunos e alunas do CBFPM do 9º BPM, cumprimentos extensivo a todos os demais formandos de todas as Unidades da BM que mobilizaram-se pela formação dessa valiosa matéria prima humana, conhecida como soldados da Brigada Militar.

Deus abençoe, proteja, ilumine e guarde a todos!

Um cordial abraço,

Major Aroldo Medina.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia do Exército Brasileiro.


O Exército Brasileiro completa hoje 362 anos. Nosso Exército surgiu à partir da batalha dos "Guararapes", no ano de 1648, quando brancos, negros e índios se uniram em uma só nação em nosso país, para combater a invasão dos holandeses.

Ao meu ver, o Exército é funciona como seguro de vida da nação brasileira, cujas riquezas são permanentemente cobiçadas e saqueadas à luz do dia, em muitos lugares inóspitos do Brasil. O prejuízo seria ainda maior, se não o tivéssemos, ao lado da Marinha e Aeronáutica.

A Força Terrestre do Brasil é altiva, disciplinada e fonte original de amor à pátria. Não se queixa, aguenta calada a falta de equipamentos modermos, com mais tecnologia mecânica, eletrônica e digital. Ainda utiliza muitos veículos da 2ª Guerra Mundial. Merece mais atenção do Governo Federal.

Parabéns! Feliz Dia do Exército aos irmãos que vestem a camiseta verde oliva. São brasileiros de elevado quilate moral. Uma reserva permanente de valores nacionais.

Vida longa ao Exército Brasileiro. Deus abençoe a todos!

Um fraterno abraço da Brigada Militar,

Major Aroldo Medina.

Dia do índio brasileiro.





Em nossa recente visita à Quinta da Estância Grande, em Viamão (RS), conhecemos um pouco mais sobre a cultura indígena, observando habitações típicas do povo guarani, charrua e kaigang existentes nesta autêntica escola rural. Os alunos apreciaram muito esta visita, conhecendo, além das habitações, aspectos da culinária indígena e táticas de defesa.

Aproveitei para comprar um arco e uma flexa para meu sobrinho Gabriel, um grande gaúcho de 3 anos de idade. Depois de testar o equipamento adquirido de índios guaranis que expõe seu artesanato na Estância Grande, aprovei o produto. 100% genuíno!

Em nome da Brigada Militar e de todos meus alunos, perfilo-me diante das nações indígenas de todo o Brasil e, rendo-lhes fraterna e garbosa continência, em sinal de respeito e consideração.

Que Deus lhes ilumine e guarde dos males que os tem dizimado!

Major Aroldo Medina

Fotos, cortesia: Gilberto Boeira.

O passeio, na visão de uma aluna.


Recebi da aluna Juliana Boll, uma redação que merece nota 10 pelo seu conteúdo.

A seguir, o texto de uma exemplar formanda da BM.

"15 de abril de 2010 ficará na memória dos alunos soldados do 9º BPM que estão próximos de se tornarem soldados formados, no próximo dia 21.

Em passeio proporcionado e organizado pelo major Medina, os alunos confinados em curso de formação, no quartel do 9º BPM, puderam se divertir, espairecer e brincar como crianças. Em uma experiência inesquecível tiveram a oportunidade de conhecer novas culturas e provar vários sabores de diversão e comidas caseiras, em um dia muito agradável que passamos na Quinta da Estância Grande, em Viamão.

O confinamento e a convivência tensa dos seis meses de curso, combinados com uma carga horária extensa e muito a aprender, fizeram com que os alunos estabelecessem amizades para amenizar a saudade de casa, embora tenham ocorrido muitas brigas, por motivos banais, devido ao estresse do dia-a-dia.

O que notamos nesse dia de passeio é que amigos, companheiros, colegas e talvez apenas conhecidos, todos se divertiram muito juntos, mostrando que apesar da condição policial militar, também precisam de diversão e de estabelecer amizades que farão diferença no trabalho desgastante que executamos nas ruas de Porto Alegre.

Essa atividade fez com que cada aluno soldado pudesse ver que somos todos brigadianos agora, unidos pela mesma causa. Nossa vida está ligada um ao outro, para o melhor exercício da profissão.

Depois do passeio é corrente entre nós que vamos para o estágio de policiamento supervisionado, com muito mais vontade e vigor. Verdadeiramente mais felizes e motivados. Temos certeza de que nos sentindo assim, nosso trabalho será melhor desempenhado.

Temos consciência de que precisamos lutar juntos para nos profissionalizarmos continuamente. Esta postura nos permitirá cobrar melhores salários e, consequentemente, poder desfrutar de momentos de lazer como aquele que fizemos na bela fazenda Quinta da Estância. Um simples passeio que nos faz sentir melhores como seres humanos, melhores como policiais nas ruas e até mesmo melhores como cidadãos.

Voltamos aliviados do passeio. Estavámos precisando espairecer um pouco, depois de tantos sacrifícios. Voltamos com a certeza de termos atingindo outra meta importante: de proporcionar mais segurança à comunidade".

Aluna soldado Juliana Boll - 9º Batalhão de Polícia Militar, com muito orgulho de ser uma nova policial feminina, hoje.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Informações solicitadas


Prezados alunos e alunas,

Conversei hoje à tarde com o comandante do 9º BPM. O comandante ainda não dispõe das informações solicitadas. O pleito justo da turma, almejar uma dispensa de quatro dias após a formatura, dia 21 de abril próximo, como recompensa pelo êxito na conclusão do CBFPM 2009, para conviver neste período, com seus familiares no interior e, voltar revigorados, será difícil alcançar, infelizmente.

O comandante do batalhão está empenhado para conseguir uma dispensa de dois dias, a quinta e a sexta-feira, dias 22 e 23 de abril. Já solicitou isto ao escalão superior. Aguarda resposta.

Quanto ao informe de transferências de policiais femininas que frequentaram o CBFPM no 9º BPM, o comandante não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre a matéria. Esclareceu que tem conhecimento de um pedido do Comando do 21º BPM, solicitando policiais femininas, porém, não há informação disponível que esta solicitação seja atendida através de remanejo de policiais recém formadas pelo 9º BPM.

Atenciosamente,

Major Aroldo Medina

Quinta da Estância







Depois de chegarmos na Quinta da Estância e sermos super bem recebidos pelo pessoal da administração, três monitores da fazenda escola passaram a nos acompanhar, nas atividades, previamente programadas. O Celso, o Felipe e o Carlos foram muito gentis, na condução de nossa turma.

Antes do primeiro lanche da manhã, na verdade um café muito gostoso, como diria meu sobrinho Gabriel, fomos tirar uma espécie de foto oficial da visita, pois, a previsão era de chuva que, felizmente, não se confirmou. Tiramos uma foto de manhã, com céu nublado e outra, à tarde, com sol.

Depois da foto inaugural, fomos visitar as cabanas indígenas, de onde saímos para fazer a primeira refeição matinal, onde o pessoal se fartou. Ouvi diserem, com entusiasmo que foi o "melhor café coletivo de todo curso". Que saudade do tempo que tínhamos os ranchos na BM. Foi um golpe abaixo da cintura da Brigada, sua extinção no Governo Britto.

Depois do café. Fomos passear pela Estância. Fizemos a "trilha dos macacos". A turma se encantou com os primatas. Super simpáticos! Até pareciam gente. Muito hospitaleiros. Depois botamos o "pé na água". Andamos por uma trilha, dentro d'água, depois de tirar o coturno por sugestão do guia. Uma delícia! O tempo passou muito rápido. Chegou a hora do almoço e o pessoal se fartou de novo, com uma comida caseira e galeto bem saboroso. Houve quem reclamasse que não aguentava mais comer galinha no curso! Não resisti e prometi um churrasco para a turma. Merecem.

À tarde, liberados do uso do uniforme, se soltaram ainda mais. Viraram crianças, como ouvi uma aluna comentar. Foram jogar futebol, praticar os "esportes radicais" da Quinta, numa pista aérea "tri legal", como diria aquele gaúcho bigodudo, famoso. ainda houve, os que andaram de "carrinho de lomba" e tivessem coragem de mergulhar na piscina, apesar do frio.

No final do passeio, todos estavam muito felizes. Dava gosto de ver.

Fotos: Gilberto Boeira.

Quinta da Estância Grande






Ontem visitamos a Quinta da Estância Grande, em Viamão. Saímos cedinho do batalhão. Sete da manhã entramos em forma, conversamos um pouco e embarcamos nos ônibus da BM.

Oito e meia em ponto chegamos na Quinta. O passeio foi super hiper big mega divertido, como diria aquele personagem do desenho animado, chamado Tigrão!

Os alunos foram se soltando aos poucos, curtindo a beleza do lugar. Natureza preservada, muito ar puro e espaço para caminhar, sombra e água fresca. Mereciam, depois de um curso que apesar de curto, apenas seis meses, já foi de quase um ano, exigiu muito esforço físico, mental e espiritual de todos formandos.

Dava gosto de ver o pessoal se divertindo. Seus corpos pareciam mais leves. O ambiente de quartel é carregado de responsabilidades e cobranças. O PM pratica pouco lazer. É um deficit que precisa ser atenuado com programas do tipo que fizemos, com resultados comprovados. Uma boa higiene mental atenua a carga que comprime a cabeça de um soldado que só é chamado para resolver broncas. Retorna do passeio mais compenetrado na missão de policiamento que deve executar.

O pessoal da Quinta da Estância está de parabéns pela sua organização e hospitalidade. Não é a toa que, em breve devem atingir a marca de 100 mil estudantes que os visitam anualmente.

Fotos, cortesia: Gilberto Boeira.

terça-feira, 30 de março de 2010

Você tem coragem para matar golfinhos?



Os japoneses, em Taiji, têm.

Por sugestão da minha filha Natália, 13 anos, assisti esse documentário hoje. Dizer que fiquei chocado, não expressa todo sentimento de contrariedade e tristeza que invadiram meu coração. The Cove, mostra a matança de golfinhos no Japão.

Durante toda minha vida, até hoje, sempre admirei o Japão, por sua cultura e educação. Não vou culpar toda a nação japonesa pela vergonha que Taiji, província onde os golfinhos são assassinados, imputou a moral do povo japonês, em minha opinião.

Responsabilizo o governo de tão poderosa nação. São culpados o prefeito da cidade, os vereadores, os pescadores da região e todos os japoneses responsáveis por essa brutalidade e todos aqueles que a ignoram.

São hilárias as explicações dadas pelas autoridades locais, coniventes com o ato absurdo dos pescadores de Taiji, inclusive a polícia, para tentar justificar a matança. Uma delas, aliás, a mais estapafúrdia possível, é definirem os golfinhos e as baleias como "uma praga", por comerem peixes demais no oceano. Não é brindadeira não, está lá no documentário.

A matança dos mamíferos inteligentes, ato hediondo, mancha, vergonhosamente, sua bandeira. Transformam, seu sol nascente, num mundo de trevas, cada vez que arpoam um golfinho, em sua bahia sangüinária.

O documentário foi brilhantemente idealizado e produzido, em 2009, por Louie Psihoyos, Fisher Stevens e O’Barry Richard. Ganhou o Oscar de melhor documentário, em 2010.

The Cove, o filme original.

Major Medina.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A polêmica dos aumentos salariais na BM.


Ao abrir meu e-mail pessoal, hoje à tarde, deparei-me com várias mensagens de fontes brigadianas diversas, tratando de uma polêmica estabelecida com um pacote de aumento salarial de soldados e oficiais superiores da BM, gestado pelo atual Governo do Estado do RS, nos últimos três meses.

Lamento ler nessas mensagens, uma contundente divisão entre oficiais e praças da BM. Penso que toda essa discórdia e divisão tem sua origem no Governo Collares (1991-1994). E digo isso, não com o intuito de criticar o governador Alceu Collares, para mim, um homem de bem. Penso que foi mal assessorado quando levaram-lhe a idéia de aumentar somente o salário dos oficiais superiores da BM, quando saiu a merecida isonomia salarial entre delegados de polícia e os promotores de Justiça do Estado, na época. Aos oficiais superiores da BM foi estendido o benefício dessa isonomia. O resto da tropa ficou de fora. Ali se quebrou histórico princípio da verticalidade, na BM, ou seja, a partir do salário de coronel da BM, todos os salários dos demais postos e graduações eram indexados a este salário, recebendo um percentual do salário do coronel.

Na época, a BM tinha uma disciplina mais forte e os protestos foram comedidos e silenciosos dentro da corporação.

A partir daí a coisa foi só piorando, com a ausência de uma política permanente de Estado, na área de segurança pública. Os anos se passaram e a BM ficou com o título que ostenta hoje, dos salários de polícia mais baixos do Brasil. Alguns governantes do nosso querido RS, agravaram a situação, dando aumentos diferenciados para soldados, sargentos, tenentes, capitães e oficiais superiores. Aumentaram assim, a cizânia entre os postos e as graduações.

Desde 1991, nunca deveríamos ter permitido aumentos diferenciados. O mesmo percentual de reajuste concedido pelo Governo ao soldado, deveria ter chegado ao coronel. O mesmo percentual de aumento concedido ao coronel, deveria ter chegado ao soldado.

Onde vamos parar? Sinceramente, não sei. Lamentavelmente, alguns governantes improvizaram na matéria da segurança pública. Não tiveram o devido respeito com a sociedade, nesta área de vital importância para a saúde do Estado e, não tiveram respeito também com o próprio policial, seja ele, militar, civil, perito criminalistico ou agente penitenciário.

Fica o desejo de união. União entre oficiais e praças para que superem este momento difícil de nossa história policial militar, com o devido respeito entre si.

Major Aroldo Medina - 25 anos de serviço ativo na BM.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A faxina faz parte da formação do aluno

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Quando ingressei na BM, em 1986, depois do campo de adaptação a nova vida militar, realizado no entorno da lagoa Suzana, em Cidreira (RS), de volta a Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre, ganhei uma função extra, além de ser cadete da BM. A função de faxineiro de plantão permanente. Aliás, não foi privilégio só meu, todos os "bixos" ganharam a honrosa função de manter a limpeza do quartel.

Cada um de nós tinha fixo um box de banheiro e uma janelona de vidro para limpar. No intervalo das aulas corriamos para ver se o box estava limpo e se alguma mosca desavisada não tinha escolhido a janela da responsabilidade do aluno para, justo nela, fazer suas necessidades. Era engraçada essa parte do dia. Vivíamos com um paninho no bolso para "encobrir as evidências".

E é claro que também fazíamos "cricri". Para quem não serviu, a tradução de cricri é capinar, catar ou mesmo arrancar a grama ou as ervas que nascem entre os paralelepipedos do calçamento de uma rua.

Éramos bem prendados. Fazíamos faxina, lavávamos a própria roupa (quem não tinha a mãe por perto), passávamos, costurávamos. A cama era rigorosamente bem arrumada. O armário impecável. Não cozinhávamos porque naquela época, a Brigada ainda tinha rancho. Que alívio! Hoje os alunos não tem mais essa "regalia". Comem bolachinhas, banana guardada no armário (quando tem armário), além de outras frutas e guloseimas engordantes, porque o senhor Antonio Britto, por volta de 1995, mandou acabar com os ranchos na BM.

Vendo os alunos dando vida ao batalhão, além de estudar muito, fazendo faxina nos corredores do 9º BPM, viajei no tempo. Lembrei do meu tempo de aluno. Bons tempos que não voltam mais. A gente passa dificuldades. Conta o tempo rigorosamente para terminar logo o curso, porque é uma carga de estudo e trabalho puxada, muito cansativa. Mas depois que ele acaba, no dia seguinte, a gente já sente saudade que só vai aumentando com o passar dos anos.

Texto: major Aroldo Medina, 25 anos de BM.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Resultado do Exame de História da BM






Muito bom resultado!

Creio que atingimos o objetivo de assimilarmos um pouco da história da Brigada Militar que funde-se e, não confunde-se, com a história do Brasil e do RS.

Além desse objetivo alcançado, embora a carga horária seja muito pequena, ao meu ver, apenas 20 horas aula, deveriam ser, no mínimo 30 horas, despertamos a consciência de que fazemos parte ativa dessa história, nos dias de hoje. Somos a consequência desse processo gigante de acontecimentos que forma a Instituição que servimos e a sociedade em que vivemos.

Também apreendemos que não podemos ficar alheios aos acontecimentos políticos. A história é recheada de ações e decisões certas ou erradas para aqueles que delegamos o Poder Político.

Quero, por fim, agradecer a todos os alunos que tive a honra de conviver por apenas dois meses, pelo grande aprendizado que me possibilitaram também.

Embora curta temporada estivemos juntos, levarei em minha memória o que gravaram em meu coração: são jovens brasileiros que devem orgulhar o Brasil pelos seus valores pessoais e morais que dignificam a Brigada Militar e, podem servir de exemplo para milhares de outros jovens da sua idade.

Meu agradecimento vai também ao Comando do 9º Batalhão de Polícia Militar, na pessoa do seu comandante, tenente-coronel Alfeu Freitas Moreira e do sub-comandante, major Andre Luis Woloszyn pela deferência e gentileza desses nobres oficiais, em permitir que eu desse aula aos alunos da sua conceituada Unidade Operacional da BM.

Este reconhecimento é extensivo a todo grupo de coordenação pedagógica e disciplina do batalhão que tem-se constituído exemplo de paradigma policial militar na formação dos alunos.

Sigo minha caminhada, pedindo a DEUS que nos ilumine e proteja a todos e, ainda me conceda a graça de poder realizar um sonho que estes jovens plantaram em mim. O desejo de escrever um livro sobre suas vidas como SOLDADOS DA BRIGADA MILITAR.

Um forte e cordial abraço a todos e a todas,

Major Aroldo Medina.

Redações em destaque - continuação.






Em curto espaço de tempo, pouco mais de três meses de curso, os alunos já demonstram compreender e internalizar valores de nossa cultura organizacional e ainda demonstram bastante compreensão das dificuldades enfrentadas na profissão.

Redações em destaque





Posto aqui algumas redações feitas ontem, durante exame de história que trazem um conteúdo bastante interessante sobre a cultura organizacional da Brigada Militar.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A redação não é um "Bicho Papão".



Prezados alunos e estimadas alunas,

Deve ficar em nossa memória de hoje, uma breve reflexão sobre a inclusão de mais uma redação em nosso trabalho de estudo da história.

Mais uma vez ouvi "lamentos" quando anunciei no exame que faríamos nova redação. Se ainda não paramos para pensar é hora de refletir que daqui mais alguns dias o curso terá terminado e os senhores e as senhoras serão historiadores populares.

Em toda ocorrência policial onde formos chamados, deveremos preencher um boletim de atendimento ou mesmo um boletim de ocorrência, onde deveremos contar de forma clara, precisa e concisa, uma história do que aconteceu.

Portanto, lamento dizer, mas devemos, definitivamente, nos acostumar com essa realidade, em nossa faina diária: escrever, escrever e escrever. E quanto melhor for nossa redação, melhor será para a sociedade.

Ademais, a redação de hoje, foi mais uma oportunidade de escrevermos mais um capítulo de nossa história militar contemporânea.

Força, fé e coragem, meus alunos e alunas, a redação não é um bicho papão. No máximo um gato meio arisco que devemos encarar e dominar com nossa inteligência.

Um grande abraço a todos,

Major Medina.

O gabarito do exame - Folhas 5 e 6


O gabarito do exame - Folhas 1, 2, 3 e 4




Exame de História da Brigada Militar - 9º BPM.





Exame de 38 questões e uma redação sobre História da Brigada Militar concentraram hoje, 53 alunos do Curso de Formação de Soldados do 9º Batalhão de Polícia Militar.

A matéria da prova passou pela teoria da história, período colonial, reino e república do Brasil, focando o desenvolvimento da história militar e policial do país.